27 de janeiro de 2008

Marcha Regional Concelho da Guarda - Organização Clube Montanhismo da Guarda - 27 Janeiro 2008

Os "pergaminhos" da cidade



A Guarda foi fundada em 1199, por foral concedido pelo segundo Rei de Portugal, D. Sancho I. Trata-se, pois, de uma cidade coeva da nacionalidade, onde existia ocupação anterior, e que completou oito séculos de existência em 1999. A Guarda foi palco de importantes acontecimentos militares da História de Portugal, designadamente nos momentos mais conturbados da luta pela independência. Foi, por outro lado, local escolhido por diversos reis da I e II dinastias para sancionarem tratados, estabelecerem acordos diplomáticos e convocarem as Cortes.
É durante o domínio filipino (Filipe II de Espanha) que é decretada a livre entrada de cereais e gado pela fronteira. de "porta guardada" do território nacional, a Guarda passa a assumir funções de porta económica, que a inauguração do caminho de ferro (linhas da Beira Baixa e da Beira Alta até Vilar Formoso, em 1882) veio reforçar. A "Judiaria" pode ainda hoje ser visitada no Centro Histórico. Aos judeus se deve a introdução da indústria de peles.

Na Guarda juntam-se as tradições militar (defesa da fronteira) e religiosa. Ambas deixaram abundantes marcas no património edificado: a Torre de Menagem, do século XII, vestígios das antigas muralhas; a Sé Catedral, construída entre os séculos XIV e XVI em substituição da anterior; o Convento de S. Francisco, do século XIII; as Igrejas barrocas da Misericórdia e de S. Vicente; e o antigo Paço Episcopal.
Do período românico ergue-se, fora do centro urbano, a Igreja do Mileu, local de antigo culto da Nossa Senhora.







D. Sancho I (11 de Novembro de 1154 - 26 de Março de 1211), cognominado o Povoador (pelo estímulo com que apadrinhou o povoamento dos territórios do país - destacando-se a fundação da cidade da Guarda, em 1199, e a atribuição de carta de foral.

Quarto filho do monarca Afonso Henriques, foi baptizado com o nome de Martinho, por haver nascido no dia do santo com o mesmo nome, e não estaria preparado para reinar; no entanto, a morte do seu irmão mais velho, D. Henrique, quando contava apenas três anos de idade, levou à alteração da sua onomástica para um nome mais hispânico, ficando desde então Sancho Afonso.

1 de novembro de 2007

Marcha Regional Concelho de Celorico da Beira - Velosa - Organização Clube Montanhismo da Guarda - Outubro 2007


A freguesia de Velosa ocupa um dos extremos do concelho de Celorico da Beira. Faz fronteira a Norte e a Oeste com as freguesias de Maçal do Chão, Baraçal e Açores. A Sul e Este com as freguesias de Vila Franca do Deão e Sobral da Serra, do concelho da Guarda.


Ignora-se o seu primitivo nome, perdido em origens remotas. A denominação actual diz-se só ter sido adoptada a partir de D. Fernando. No entanto, isto poderá não ser totalmente verdade, pois já anteriormente ao seu reinado o local era conhecido por Avelosa. É certo que existe uma lenda que lhe dá uma explicação interessante.
Muito antes da formação da monarquia, quando um rei Godo veio ao Freixial (actual Freguesia de Açores), aconteceu na Igreja desta localidade um incidente com um açor. Conta-se que a fuga do pássaro ia custando a vida ao pagem que o havia deixado escapar. Ficou conhecida como a Lenda do Açor.
A ave, ao sentir-se em liberdade, tomou a direcção leste e, veloz, voou até um lugar da actual freguesia que assim se passou a chamar Velosa. Esta é a Lenda que o povo não deixa esquecer, transmitindo-a de geração em geração.


"Velosa Aldeia sem par... Antiga Vila de outrora
Quem de ti se aproximar... Nunca mais se vai embora.

Tudo que é teu tem encanto...Tudo o que tem nos sorri
Tivestes herõis de um santo... Que a vida deram por ti.

O teu povo numa prece... Cheio de crença e fervor
Ainda hoje enaltece... O bom do Santo Prior.

Às portas da Penhadeira... Arvorão do seu pendão
A tua gente altaneira... Venceu o Rei de Leão.

Banhas os pés na Ribeira... Onde te miras Airosa
E limpa-tos a Lameira... Com toalhas veludosas.

És como Princesa encantada... És minha mãe meu aconchego
Em teu Trono reclinada... És a coroa do Mondego."



16 de outubro de 2007

Marcha na Serra de Arada - Candal - S. Pedro do Sul (2007) / Organização Clube de Montanhismo da Guarda

PR 2 - Rota das Bétulas


A Rota das Bétulas insere-se na Serra da Arada e abrange apenas dois povoados: Candal e Póvoa das Leiras. É um percurso circular de Pequena Rota, com cerca de 10 Km e tem o seu inicio junto ao parque de campismo da Fraguinha, seguindo após por caminhos antigos e calçadas, permitindo o contacto com a população rural.


A actividade agrícola ainda assume um papel importante nas comunidades locais, e face às características do terreno, esta é feita em socalcos, proporcionando uma imagem de surpreendente beleza. Associada a este tipo de agricultura encontramos o pastoreio, essencialmente bovino e algum caprino, bem como, os espigueiros ou canastros.




Na flora, para além das árvores que dão o nome ao percurso (bétulas), o carvalho, o salgueiro e o pinheiro bravo são espécies também presentes. Esta zona da serra da Arada está inserida na Rede Natura 2000 – Serra da Freita e Arada, e este facto deve-se, entre outros aspectos, à presença das turfeiras, visíveis no decorrer deste percurso.


Dentro da fauna selvagem e, face ao habitat existente nas cotas mais altas, podemos visualizar o gato bravo e o javali. Na avifauna temos: corvo, falcão peregrino, bufo real, petinha – ribeirinha, entre outras espécies.


30 de junho de 2007

Marcha Regional do Concelho de Fornos de Algodres - Organização Clube de Montanhismo da Guarda / Junho 2007

Assente na inclinada vertente da serra da Esgalhada, na margem direita do rio Mondego, a uma altitude de 500 metros, Fornos foi sempre, desde os seus princípios, uma povoação airosa e aprazível.

Adeus, ó vila de Fornos,
pequenina, mete graça,
tens um chafariz ao fundo
dás de beber a quem passa.


7 de maio de 2007

Marcha Regional no Concelho do Sabugal - Organização Clube de Montanhismo da Guarda / 06 maio 2007


Começo na aldeia de Vale das Éguas, percorrendo os trilhos junto do rio Coa, até Vale Longo do Coa.

Inicio - 09 horas
Fim - 13 horas

Grau de dificuldade - fácil






Vale das Éguas


O nome deriva da sua configuração geográfica e, segundo a lenda, do facto de aí pastarem os cavalos dos moradores da antiga povoação adjacente de Caria Talaya.

Do seu património cultural e edificado, destaca-se a Igreja Matriz, a Capela do Menino de Deus, os fontanários, os cruzeiros e os moinhos de água.

Existem no lugar da Pisquéria, junto ao rio Côa, vestígios de uma antigo povoado, com a respectiva capela. A existência de algumas sepulturas escavadas na rocha, determina uma ocupação que recua à época medieval.